Publicado em: dom, abr 14th, 2019

Protestantes que não protestam mais nada

ESTUDOS BÍBLICOS – A crença do povo de Deus sempre foi separada de todas as demais existentes em todos os lugares, gerações e épocas. Sempre reclamará a idolatria e costumes dos povos, idem dos romanos. Buscavam induzi-los a praticarem os ensinos do Deus de Israel, e nunca o contrário. Entenda-se, esse “induzi-los”, no terreno da espiritualidade e não na necessidade de convivência em comunidade e bem está no âmbito social.

Antes de falar sobre, é preciso antecipar uma pergunta; Onde estão os protestantes?

Essa palavra “protestantismo” permeia as igrejas do século XVI, que se puseram contra as ideologias da igreja Romana, já que esta última constituiu o apóstolo Pedro como primeiro papa e, dando continuidade até nossos dias.  O registro desta expressão teve principio no protesto em que os príncipes da Alemanha, desencadearam contra a “Dieta de Espira”, ocorrida em, 19 de abril do ano 1529, convocada por Carlos V (imperador do Sacro Império Romano-Germânico), que condenava o frade agostiniano.

Quando as igrejas reformadas se separaram, o título “protestantismo” passou a ser aplicado de modo indeterminado, algo que a igreja anglicana reprovou. Mas, esse termo está totalmente atrelado a crescente diminuição do poder de atração que os papas enfrentavam,  por um lado, em decorrência do cativeiro de Avignon, do Grande Cisma, desentendimentos entre pontífices e o concílio de Basiléia, e por outro lado, a corrupção que dominava o clero católico, o que não excluía nem mesmo as hierarquias e ordens religiosas, momento oportuno para ocorrer o grito de “Reforma”. Reforma essa, que se avantajou da recém invenção que passou a se chamar imprensa, podendo assim, espalhar os escritos de Lutero, Calvino e Zwingli por todo o continente europeu.  O pivô para que acontecesse esse ‘grito’, foi o monge da Ordem de Santo Agostinho por nome Martinho Lutero. Relatos históricos narram, que ele havia feito um voto para entrar nessa Ordem, em determinado momento que raios caiam de forma assustadoras em meio de uma tempestade.

Como Lutero era um ser inquieto por está focado na corrupção da natureza e intimo das pessoas, no que tange o pecado original, fincou âncora em uma fé cega. Condição que o afastou de celebrar missas – algo que ele mesmo deixou descrito em uma carta.

Foi em 31 de outubro de 1517, que contra-atacou a ordem papal, porque instituíram as indulgencias, colando assim, na porta da igreja de Wittemberg suas 95 teses. Um ano depois, combatia a autoridade do papa e solicitava o concilio ecumênico;  já no mês de julho do ano 1519, passou a apresentar a Bíblia como sendo a única fonte fidedigna de confiança; quando chegou dezembro do ao 1520, como pode contar com apoio de humanistas, do príncipe da Saxônia e com os cavaleiros revolucionários, cortou qualquer vinculo com Roma e ateou fogo nas bulas pontifícias que tratavam da excomunhão, entre outras práticas.

De tudo o que foi dito, é importante notarmos que, destes protestantes foi que surgiram os; Adventistas , Discípulos de Cristo, Luteranos, Metodistas… Pentecostais, Presbiterianos, Testemunhas de Jeová, etc. etc.. Estes formavam um mesmo grupo separado da doutrina papal de Roma.

Aqui volta a mesma pergunta; Onde estão os Protestantes, eles ainda existem ou permitiram fundir-se a ordem papal precedente, passando a não mais protestarem por nada? A resposta se dará, para cada um, conforme sua análise e crença em que realmente deve existir um povo separado das práticas do mundo, como o foi até o ano 2000, chamado “Povo do ETERNO”.

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