Category Archive HERMENÊUTICA

estudar-a-biblia

Concedo diante de vocês hoje bênção e maldição

Parashat hashavua (porção dessa semana) que se chama ראה – Re’eh.

 Essa porção extraída das Leis do Senhor dá início no capítulo 11, verso 26 do livro Sefer haDvarim (Deuteronômio), e termina no capítulo 16, verso 17.  Já a Haftará (conclusão) se encontra no livro de Yesha’yahu haNavi (profeta Isaias) 54.11 até 55.5, esta é a porção indicada da B’rit Hadashah (Nova Aliança) que  pode ser encontrada em Bessorat Al-pi Yochanan (Evangelho segundo João) 7.37 até 52.

Precisamos dá crédito a isso, que o Eterno, mesmo depois de tirar o povo de Israel de Mitzraim (Egito), ainda lhes concede o direito a escolherem se querer obedecê-lo ou seguirem seu próprio caminho. A parashá começa da seguinte forma:

“Vejam, eu concedo diante de vocês hoje bênção e maldição. A bênção para os que guardarem os mandamentos de Ad-nai vosso D-us que eu vos ordeno hoje. E a maldição se não guardarem os mandamentos de Ad-nai vosso D-us e vos desviardes do caminho que eu vos ordeno hoje para irem após outros deuses que não conhecestes.” Devarim 11.26-28 – Traduzido direto do texto original hebraico.

Brakhah  “Bênção”:

Meus querido leitor, a palavra ברכה – brakhah – “bênção”, também significa “abundância”, o que nos torna notável que o Eterno é o maior interessado  em ver seu  povo tendo vida em abundância, ou seja, sem que nada lhes falte. Aliás, a terra de Israel, é uma terra muito bonita, terra que realmente “mana leite e mel”, porém, tem escassez do elemento mais importante para o homem: água !!! Se não tem água, não tem plantação, não tem pasto, portanto não tem colheita, e nem corte de gado para uma boa alimentação. Portanto, o Eterno condicionou a bênção, a abundância daquele lugar à chuva, como pode ser visto na parashá passada, עקב – ‘Eqev – “Porque”, no verso 11 do capítulo 11 de Devarim.

O Eterno também condicionou as chuvas, que seriam responsáveis pela abundância, à observância dos mandamentos Dele, como podemos ver também na parashá passada, nos versos 13-15 do capítulo 11, o que nos levará ao segundo ponto dessa parashá.

Sobre a Maldição

A palavra קללה – Qelalah – “Maldição”, também significa “calamidade, desgraça pública”, ou seja, seria exatamente o contrário da bênção, da abundância, que é consequência da obediência, portanto, uma das consequências da desobediência seria a falta da chuva, e por isso a escassez do cultivo, do gado de corte, etc.

Outra coisa que é interessante notarmos nessa parashá, é a inteira dependência do Eterno que Israel viveria ao entrar na terra prometida, visto que Israel não poderia fazer chover por vontade própria, e por isso vemos que sempre houve graça de Deus na Torah = Lei, ao contrário do que dizem algumas religiões que insistem em dividir a bíblia em duas eras: “Era da Lei” e “Era da Graça”, como se as duas coisas fossem incompatíveis. E da mesma forma que vemos nos escritos da Nova Aliança, também vemos na Lei que a graça também vem da dependência de Deus.

O Valor do Sangue

Passemos para outro ponto importante dessa parashá: o sangue !!! Há muita polêmica envolvendo a questão do sangue na bíblia. O Eterno ordenou que não se comesse sangue (12.23), porque o sangue é “alma” (heb: נפשׁ – nefesh), e que não deveríamos comer a carne com sua alma, então concluímos que não devemos comer animais que ainda estão vivos, pois até mesmo um shochet (abatedor observante da Lei) deve abater os animais de forma a não causar dor a eles, pois essa dor seria impregnada na carne. E essa é só uma das consequências de se comer sangue: ingerir a dor do animal. Existem muitas outras implicações em se comer sangue.

O Fator Idolatria

Muitas pessoas acham que D-us foi “malvado” ao mandar que Israel matasse os habitantes da terra, porém nenhuma dessas pessoas conhecia o povo que habitava ali. Está escrito, e lemos nessa parashá, que eram povos tão maus, que queimavam seus filhos e suas filhas em sacrifício a seus deuses. A ordem do Eterno de matar esses povos foi para que Israel não se contaminasse com essa idolatria e maldade desses outros povos, e seria também uma espécie de punição para esses verdadeiros malvados. A ordem de D-us foi de que Israel derrubasse e destruisse todo objeto de idolatria desses povos, para que pudesse possuir a terra. O curioso é que a arqueologia nos mostra que ainda existem em Israel, “postes ídolos”, diante dos quais os antigos habitantes dali se cortavam, se mutilavam, em sacrifícios a deuses. E ainda hoje a ordem do Eterno vigora, e esses postes deveriam ser destruídos, porém, esses objetos de idolatria são considerados como “tesouros arquelógicos” e por isso não é permitida a sua destruição. Será também por culpa disso que vemos tantas coisas ruins acontecendo em Israel ? Como paradas gays em vários lugares importantes de lá ? É triste, mas li a notícia de que se planeja transformar Tel-Aviv na capital mundial do mundo gay. Então Israel deve obediência ao Eterno, para que as chuvas Dele voltem a cair.

Como chegar a Remissão

Desejo dizer aos séticos  para a PALAVRA  Lei, que todos, todos mesmo que usam uma bíblia estão com a Torah nas mãos.  COMO? Ao ler e usar as Leis escritas nos cinco (5) primeiros livros… o que chamam de PENTATEUCO! E, já nestes livros podemos encontrar,  claramente, textos alusivos  ao reinado milenar de Yeshua haMashiach (Jesus o Messias). Como é o caso do capítulo 15, inteiro, dessa parashá. Trata-se do ano da remissão, do ano sabático, onde os servos são livres, as dívidas perdoadas. Podemos ver isso fazendo parte da missão messiânica de Yeshua, quando ele mesmo lê a haftará de Yesha’yahu dizendo: “o espírito do Eterno está sobre mim…”

A Contagem dos tempos até o fim do mundo:

Segundo o judaísmo, o mundo terá 7000 anos, vindo então o Olam habá (Mundo Vindouro), estamos no ano de 5776. Nós messiânicos então devemos interpretar que o último milênio, o milênio sabático será os mil anos do reinado de Yeshua, e que este representa o ano sabático descrito na Lei.

É preciso crer e aceitar, pois isso também faz parte das Escrituras Sagradas, que não existe possibilidade de desacoplar  Yeshua haMashiach dos relatos nos cinco (5) primeiros livros que formam a Torah (As Leis do SENHOR), e até mesmo dos demais escrito da Nova Aliança, sejam os evangelhos, cartas Paulinas e até mesmo do Atos dos Emissários… o que dizer das Revelações (apocalipse)?.

“Shalom rav leohavei Toratekha” – “Paz abundante para os que amam a Tua Torah”

Comunidade Messianica Yeshua

Pr. Agnaldo Santana

Tags, , ,

hermenêutica-mev

Leis Básicas de Interpretação da Bíblia

HERMENÊUTICA  – A palavra “contexto” significa literalmente “tecer junto”, e lida com aquilo que vai antes e depois de uma palavra ou passagem específica das Escrituras. Assim, o contexto de um texto das Escrituras são os versículos ao redor que têm relação com o mesmo assunto ou tema. Um pastor amigo, o irmão Charles Whaley, explicou bem quando disse: “Não há nenhum texto separado do contexto”. Danos incalculáveis foram cometidos por pessoas que tiraram um texto ou frase de seu contexto, e o interpretaram sem referência aos versículos ao redor.

hermenêutica-mevCitamos um exemplo para mostrar a tolice disso, e embora poucas pessoas iriam ao extremo que o nosso exemplo foi, mas algumas interpretações são totalmente perigosas por sua plausibilidade aparente. Um pregador, que tinha uma séria aversão a mulheres usando coque, determinou pregar uma mensagem contra esse costume. Mas não conseguindo encontrar um texto que condenasse essa prática, ele escolheu quatro palavras de Mateus 24:17, tirou-as de seu contexto e pregou sobre o tema “Removendo o Coque”. A referência a essa passagem mostra que não há a referência mais remota a cabelo, moda feminina, nem mesmo ao sexo feminino em alguma maneira. No entanto, a passagem serviu para justificar o preconceito. E lamentavelmente, às vezes tal tolice é ainda praticada por homens que se preocupam mais com suas opiniões do que com a exposição correta da Palavra de Deus.

Um dos fatores básicos na Inspiração lida com esse assunto, conforme lemos em 2 Pedro 1:20-21: “Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo”. Observe-se primeiramente que profecia aqui e em outras partes das Escrituras não se restringe a eventos futuros que são preditos. A palavra grega propheteia significa literalmente proclamar = pregar, e esse é o sentido mais comum nas Escrituras quando essa palavra é usada.

Isso “significa a proclamação da mente e conselho de Deus (pro, para frente, phemi, falar: veja PROFETA)” Embora boa parte da profecia do Antigo Testamento seja puramente de previsão, veja Miquéias 5:2, por exemplo, e confira João 11:51, a profecia não é necessariamente, nem mesmo principalmente, prognosticadora. É uma declaração daquilo que não se pode conhecer por meios naturais, Mateus 26:68, é a proclamação da vontade de Deus, quer com referência ao passado, ao presente ou ao futuro, veja Gênesis 20:7; Deuteronômio 18:18; Apocalipse 10:11; 11:3″. ” W. E. Vine, Expository Dictionary of New Testament Words (Dicionário Expositor do Novo Testamento), Vol. III, P. 221.

Alguns sustentam de modo errôneo que o versículo 20 proíbe qualquer indivíduo de decidir por si o que alguma Escritura significa. Essa é principalmente a posição do catolicismo que tem, até em tempos bem recentes, proibido seu povo de até ler a Bíblia, muito menos determinar seu sentido, mas eles recebiam ordens de deixar a “Igreja” decidir o sentido, e deixar a “Igreja” dizer ao povo no que crer. Contudo, esse não é o sentido desse versículo, conforme a tradução literal revela. Literalmente essa posição diz: “Nenhuma proclamação da Escritura é da sua própria e livre interpretação”, e a razão é dada no versículo 21, “porque a proclamação nunca foi produzida por vontade de homem algum”, etc. Deus deu as Escrituras a Seus porta-vozes escolhidos, e Ele deve dar a interpretação delas. Mas ao dizer que nenhuma Escritura é da sua própria e livre interpretação, sugere-se que não se deve tirar nenhuma Escritura de seu contexto e interpretá-la como se estivesse totalmente sozinha, sem nenhuma relevância para quaisquer outras Escrituras. O contexto muitas vezes “desatará” o nó de algo que de outro jeito seria impossível entender. O erro que muitas pessoas cometem é não interpretar uma Escritura de acordo com seu contexto.

É fato que a maioria das teorias prediletas baseia-se em perversões do verdadeiro sentido e aplicabilidade do texto, pois as teorias que são sustentadas com mais tenacidade e apresentadas com paixão, são geralmente as teorias com menos comprovação nas Escrituras. Essa parece uma das fraquezas característica da carne ” dar importância maior ao que tem importância menor.

Pedro advertiu contra esse próprio problema ” torcer as Escrituras para tentar forçá-las a dizer o que não dizem. Depois de falar das epístolas de Paulo, e das verdades profundas que elas contém, ele disse: “”que os indoutos e inconstantes torcem, e igualmente as outras Escrituras, para sua própria perdição”. (2 Pedro 3:16) Deve-se observar de passagem que Pedro foi inspirado a colocar as epístolas de Paulo no mesmo nível das “outras Escrituras”. Isso também se aplicaria àquilo que o Espírito Santo havia movido Pedro a escrever.

As palavras que Pedro usou aqui são instrutivas. “Torcer” traduz strebloo, que é a forma verbal de um substantivo que se referia a um instrumento de tortura, e assim se refere à tortura com um sarilho, ou torcer até desconjuntar. É isso o que se tenta fazer com uma Escritura quando se não quer entendê-la em seu contexto e deixá-la dizer o que tinha o propósito de dizer. “Perdição” é o sentido literal da palavra aqui usada, mas também é traduzida “destruição”, pois muitas vezes tem a conotação de destruição espiritual. E essa é evidentemente a idéia aqui, conforme indica o seguinte versículo: “Vós, portanto [ele está tirando uma conclusão a partir do versículo precedente], amados, sabendo isto de antemão, guardai-vos de que, pelo engano dos homens abomináveis, sejais juntamente arrebatados, e descaiais da vossa firmeza“. Perverter uma Escritura a fim de se estabelecer uma interpretação pessoal é uma característica dos homens maus, e tem sua própria maldição, pois entorta o entendimento que o indivíduo tem da verdade e estabelece a falsidade em seus pensamentos. Mas os verdadeiros santos podem também se desviar nesse assunto, pois todos temos ainda uma mente carnal que deve ser mantida em submissão ao Espírito Santo.

Se as pessoas apenas dessem maior atenção ao contexto de qualquer Escritura que estão considerando, noventa por cento das heresias e interpretações incorretas que atormentam o Cristianismo seriam eliminadas. A maioria das interpretações erradas surge do fato de haver uma visão muito limitada do assunto sob discussão, e também por causa da tentação de interpretar as Escrituras à luz das modernas crenças e práticas. O escritor se arrisca a citar outro exemplo, erro no qual ele próprio já caiu em determinado tempo. Há uma teoria sobre a “vida intermediária”, que sustenta que na morte a pessoa não vai para o céu nem para o inferno, mas em vez disso vai para um lugar intermediário de confinamento até a vinda de Cristo. Em determinado tempo esse escritor apoiava esse erro, e uma das Escrituras em que ele se escorava para provar isso era Atos 2:34. “Porque Davi não subiu aos céus”. Entendia-se que essa passagem provava que deve haver um “estado intermediário”, pois Davi estava morto havia muito tempo, porém ele não havia subido ao céu. Contudo, o erro se baseava na ignorância do contexto.

Lendo o contexto, logo ficamos sabendo que o assunto que está sendo discutido aqui não é a “vida intermediária”, nem é de forma alguma o estado da alma que está em debate. O apóstolo está aqui argumentando que Jesus na verdade era o que Ele afirmava ser, e que o Pentecoste era prova do fato de que Jesus realmente havia ressuscitado dos mortos e subido fisicamente ao Pai, conforme já havia sido predito em profecia. A ressurreição física de Cristo é o assunto aqui, pois Davi não havia subido fisicamente ao céu, de modo que a profecia não poderia se referir a ele. Um conceito pré-formado envolvendo a teoria do estado intermediário permaneceu com esse escritor durante três ou quatro anos, impedindo-o de entender corretamente essa maravilhosa passagem, mas quando ele a leu em contexto, a verdade finalmente irrompeu. Isso fez com que esse escritor ficasse mais consciente da necessidade de observar o contexto inteiro em qualquer passagem antes de aplicar sobre ela alguma interpretação dogmática. Desde então, com o passar dos anos escrevendo comentários acerca de quase todos os versículos do Novo Testamento, esse escritor constatou repetidamente que entender dentro do contexto inteiro quase sempre nos dá uma percepção mais reta de qualquer versículo.

A pregação expositiva era o tipo mais comum achado no Novo Testamento, e é claro que essa pregação envolve pegar uma parte das Escrituras e examiná-la, em vez de pegar só um texto ou tópico e desenvolver uma mensagem em torno dele. Por esse motivo, a pregação expositiva geralmente lida com uma parte maior das Escrituras do que lida com qualquer outra forma de pregação, e é pois mais fiel ao contexto de qualquer dado versículo do que qualquer outra forma de pregação. Assim essa pareceria ser a forma ideal de pregar a Palavra. No entanto, a pregação tópica e textual é também importante e muitas vezes necessária, mas devemos sempre considerar o contexto.

Mas podemos e devemos aplicar para todo o nosso estudo esse mesmo princípio e sempre fazer questão de estudar o contexto inteiro de qualquer versículo, até mesmo quando envolve vários capítulos. E todo o nosso esforço impedirá a aplicação de uma interpretação errônea num versículo isolado. O evangelismo popular que usa “Caminhando em Romanos” erra nesse aspecto, pois pega Romanos 10:13 e constrói uma pirâmide invertida em cima desse único versículo, com pouca ou nenhuma atenção ao contexto. É gloriosamente verdade que “Quem invocar o nome do Senhor será salvo”. Mas há nove capítulos e meio de contexto antes desse versículo que precisamos entender para que não lhe apliquemos uma interpretação totalmente errônea. A negligência de levar em consideração os capítulos de um a três de Romanos deixará os homens ignorantes da depravação total de todos os homens de modo que eles não perceberão sua necessidade. E sem conhecimento de Romanos 3:24-5:1 os homens permanecem ignorantes da necessidade absoluta da redenção que existe única e completamente em Cristo. E se os homens não perceberem que essa redenção é aplicada unicamente pela graça soberana, Romanos 5:20-21, eles sentirão uma auto-suficiência que os impossibilitará de sentir a necessidade de invocar o Senhor. É fácil obter profissões de fé se um Evangelho pervertido e incompleto for apresentado, mas a negligência de apresentar toda a verdade condenará o pecador para sempre, e fará com que o pregador descuidado seja culpado do sangue dos homens, Atos 20:26-27.

O contexto determinará, na maioria dos casos, o assunto de qualquer versículo, pois há geralmente um discurso conectado. A única exceção é o Livro de Provérbios que, conforme seu título sugere, é uma coleção de ditados curtos sobre muitos assuntos. Contudo, até mesmo em Provérbios há às vezes uma continuidade de assunto através de vários versículos ou, num exemplo, vários capítulos (o assunto de “Sabedoria” é bem proeminente em vários capítulos).

As Leis até agora consideradas estão todas inter-relacionadas, pois a Lei Um diz: “Deus deu uma revelação”” A Lei Dois pergunta: “Sou submisso à revelação de Deus”” Então a Lei Três pergunta: “Qual é o sentido dos termos usados”” A Lei Quatro então pergunta: “Quais as maneiras em que os termos são usados”” A Lei Cinco pergunta: “Quais a leis gramaticais que governam os termos usados”” Enquanto a Lei Seis pergunta: “Qual é o assunto do contexto em que está esse versículo”” Tudo isso é muito importante na hora de determinar a interpretação correta das Escrituras, e onde essas leis são ignoradas ou violadas, não dá para evitar erro e interpretações incorretas das Escrituras.

Todos os cristãos precisam se preocupar com a interpretação correta da Palavra da Verdade, não só por amor a si, pois todos devemos algum dia “comparecer ante o tribunal de Cristo”. (2 Coríntios 5:10), para dar “conta de si mesmo a Deus” (Romanos 14:12), mas por amor aos outros também. Nós todos temos influência sobre outros, quer queiramos ou não, e por esse motivo devemos ser sãos na fé, do contrário desencaminharemos outros. O erro doutrinário na vida de uma pessoa pode não ter conseqüências tão sérias quanto tem em outros que seguem o exemplo dessa pessoa, pois ela pode ter outras crenças que são sadias o suficiente para impedi-la de se aprofundar no erro. Mas pode ser que seus seguidores não tenham essas verdades para contrabalançar, e assim sejam mais ainda desencaminhados.

Autor: Davis W. Huckabee
Tradução: Júlio Severo
Revisão e Edição: Joy E Gardner e Calvin G Gardner

Tags,

traducoes-biblicas

História das Traduções bíblicas

A Bíblia – o livro mais lido, traduzido e distribuído do mundo -, desde as suas origens, foi considerada sagrada e de grande importância. E, como tal, deveria ser conhecida e compreendida por toda a humanidade. A necessidade de difundir seus ensinamentos através dos tempos e entre os mais variados povos, resultou em inúmeras traduções para os mais variados idiomas e dialetos. Hoje é possível encontrar a Bíblia, completa ou em porções, em mais de 2.000 línguas diferentes.

Descobertas Arqueológicas

Várias foram as descobertas arqueológicas que proporcionaram o melhor entendimento das Escrituras Sagradas. Os manuscritos mais antigos que existem de trechos do Antigo Testamento datam de 850 d.C. Existem, porém, partes menores bem mais antigas como o Papiro Nash do segundo século da era cristã. Mas sem dúvida a maior descoberta ocorreu em 1947, quando um pastor beduíno, que buscava uma cabra perdida de seu rebanho, encontrou por acaso os Manuscritos do Mar Morto, na região de Jericó.

       Durante nove anos vários documentos foram encontrados nas cavernas de Qumrân, no Mar Morto, constituindo-se nos mais antigos fragmentos da Bíblia hebraica que se têm notícias. Escondidos ali pela tribo judaica dos essênios no Século I, nos 800 pergaminhos, escritos entre 250 a.C. a 100 d.C., aparecem comentários teológicos e descrições da vida religiosa deste povo, revelando aspectos até então considerados exclusivos do cristianismo.

Estes documentos tiveram grande impacto na visão da Bíblia, pois fornecem espantosa confirmação da fidelidade dos textos massoréticos aos originais. O estudo da cerâmica dos jarros e a datação por carbono 14 estabelecem que os documentos foram produzidos entre 168 a.C. e 233 d.C. Destaca-se, entre estes documentos, uma cópia quase completa do livro de Isaías, feita cerca de cem anos antes do nascimento de Cristo. Especialistas compararam o texto dessa cópia com o texto-padrão do Antigo Testamento hebraico (o manuscrito chamado Codex Leningradense, de 1008 d.C.) e descobriram que as diferenças entre ambos eram mínimas.

Outros manuscritos também foram encontrados neste mesmo local, como o do profeta Isaías, fragmentos de um texto do profeta Samuel, textos de profetas menores, parte do livro de Levítico e um targum (paráfrase) de Jó.

As descobertas arqueológicas, como a dos manuscritos do Mar Morto e outras mais recentes, continuam a fornecer novos dados aos tradutores da Bíblia. Elas têm ajudado a resolver várias questões a respeito de palavras e termos hebraicos e gregos, cujo sentido não era absolutamente claro. Antes disso, os tradutores se baseavam em manuscritos mais “novos”, ou seja, em cópias produzidas em datas mais distantes da origem dos textos bíblicos.

Tags, ,

paraiso-e-terra

Do Jardim do Éden a Nova Aliança o plano não mudou

O plano do princípio, de Adonai ELOHIM, não ficou frustrado

O mesmo autor das leis físicas que regem os astros que permeiam o cosmo a milhares de anos, e não mudam, pois se mudassem por si só, seria o colapso do universo, também determinou leis para a sua imagem e criação dotada de inteligência.

Antes do B’reshit (Gênesis), existe uma história, a qual logo publicarei, mas, partindo do B’reshit 1, vou articular sobre o plano do ETERNO, para aquele povo misto com Adão, que optaram em não obedecer as ordenanças do autor da vida D-us, e por isso, Ele escolhe um homem, Avraham (Abraão), para liderar uma família que, passariam receber o título de; “Povo Escolhido” B’reshit 17:7.

Durante os primeiros seis capítulos  da bíblia, existiam dois povos, os filhos de D-us e os filhos dos homens; “…os filhos de D-us se relacionaram sexualmente com as filhas de homens…” B’reshit 6:4b. Com a mistura destes, a maldade se multiplicou sobre a terra, a ponto do ETERNO eliminar toda sua criação neste planeta ( B’reshit 7:21), e logo em seguida, determinar um grupo que deveria, de geração a geração, representar o seu Nome, onde estes não permitiriam que toda história da humanidade viesse a morrer.

Diferentemente dos costumes dos homens e suas filhas, os filhos de ADONAI (aqueles vindos a partir do Jardim do Eden), deveriam seguir um padrão estabelecido por leis e mandamentos eternos, vindo assim à agradarem ao Criador de tudo e todas as coisas.

Tal divisão foi necessária por que, depois do dilúvio e de doze gerações já constituídas mediante os anos já passados (entre Noach e Avraham) (B’reshit 11:10-26), a maldade mais uma vez aflora, por parte do homem, com intentos que desagradam a ADONAI (B’reshit 11:7), dando lugar a divisão das línguas .

Avraham é escolhido como representante, direto, do El-Shaddai (D-us Todo-poderoso), com promessas que a partir dele, somente seus descendentes e os povos que a estes se filiarem, o teriam como seu protetor (B’reshit 17:7 e 8).

Este pacto não perdeu validade até este dia da qual chamamos;  hoje! Pois, trata-se de “…aliança entre mim e você e com seus descendentes depois de você, geração após geração, como uma ALIANÇA ETERNA, para ser o seu D-us…” B’reshit 17:7. Todo compromisso que ADONAI firmou tanto com Avraham e com outros homens, de caráter ETERNO, nunca deverão perder validade; como pensam e pregam milhares de “cristãos”, ao redor da Europa e Américas, por ainda não compreenderem a envergadura da Nova Aliança. E isso está diretamente ligado (essa má interpretação), no fato de a chamarem “Novo Testamento”, o que na prática, isso tem por intento neutralizar os escritos antes deste. 

Lamentavelmente, foi difundido que o HaMashciah (O Messias), pôs fim a Lei. Isso ocorre, devido uma má interpretação do texto nas traduções (o que não vou me fincar nesse tópico aqui, das traduções, tratarei em outra oportunidade).

É interessante percebermos que, assim como todas as profecias sobre a vinda do Mashiach se cumpriram, as palavras do próprio, também devem ter maior peso. Ele falou: “Não pensem que vim abolir a Torah ou os Profetas. Não vim abolir, mas completar. Sim, é verdade! Digo a vocês: até que os céus e a terra passem, nem mesmo um yud ou um traço da Torah passará – não até que todas as coisas que precisam acontecer tenham ocorrido.” Mattitiahu [Mateus] 5:17 e 18. E, não permita que seu pensamento vá a outras passagens, para argumentar, pois, aquelas passagens podem estarem cheias de erros de tradução. Prefira fincar seu espírito nestas palavras do Mashiach, descritas por Mattitiahu 5:17 descritas pela tradução judaica.  Não é só a passagem, acima, que aponta uma continuação da Torah e Mitzvot (mandamentos) descritos no Tanakh; os demais escritos da Nova Aliança trazem incontáveis relatos reforçando as palavras de Yeshua, de que a Torah (Lei) precisa ser cumprida pelos seguidores D’Ele. A exemplo, Sha’ul, quando escreve aos Romanos no capítulo 2, enfatiza: “Porque não são os meros ouvintes da Torah a quem D’us considera justos; antes, são os praticantes do que a Torah diz considerados justos à vista de D’us” – verso 13.

Agora fica mais claro porque do nome: B’rit Hadashah e não (Novo Testamento). Nova Aliança não anula a Torah nem os Profetas e Escritos do Tanakh; já a idéia de (Novo testamento) fica sub-entendido que os Mitzvot do Tanakh (Velho Testamento) passou, ficou para trás cedendo lugar para novos ensinamentos. Isso não procede, pois ADONAI é imutável

Cada dia estamos mais perto do Olam Habá (mundo vindouro), por isso, está na hora de nós, gentios, nos agregarmos ao povo escolhido pelo ETERNO, pois Yeshua HaMashiach fez essa promessa para seus doze emissários; “Yeshua lhes disse: “Sim, eu lhes afirmo que no mundo regenerado, quando do Filho do Homem se assentar em seu trono glorioso, vocês que me seguiram também se assentarão em doze tronos e julgarão as doze tribos de Yisra’el. Quem tiver deixado casas, irmãos, irmãs, pai, mãe, filhos ou campos, por minha causa, receberá cem vezes mais e herdará a vida eterna” – Mattitiahu 19:28 e 29.

Pastor; Agnaldo Santana
Comunidade Messiânica Yeshua
08.04.2016 – Ao Messias a Glória para Sempre.

Tags, , ,